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24 maio, 2010

Uau!

Vídeo que fiz da Chan Marshall (Cat Power) tocando bateria. Show da Virada Cultural Paulista, em São José dos Campos dia 23.05.2010. Não reparem na qualidade... vale o registro. hehehe Valeu a pena viajar quase duas horas para ver e ouvir uma das vozes mais impressionantes e belas da música pop.


03 maio, 2009

Vira-lata Cultural 2009

Novos Baianos



Tim Maia Racional


Clube do Balanço


Curumin


Marcelo Camelo


Camisa de Vênus


A noite mais fria do ano

04 abril, 2008

Nuit Blanche

Dentro do projeto Instrumental Brasileiro da Virada Cultural 2008 que vai rolar no Vale do Anhangabaú (Boulevard São João) selecionei os baixistas que estarão nesta jam session que terá 24 horas de improvisação. A idéia é que "a cada tema executado um músico deixa o palco e outro entra na roda, num único espetáculo ininterrupto de criatividade".

18h às 19h30 - Zeli
18h45 às 20h15 - Itamar Collaço
20h30 às 22h - Xande Figueiredo
21h às 22h30 - Arismar do E. Santo
22h15 às 23h45 - Fabio Gouveia
23h45 às 1h15 - Thiago E. Santo
1h às 2h30 - Marcelo Mariano
2h30 às 4h - Thiago Alves
3h45 às 5h15 - Marcos Paiva
5h15 às 6h45 - Zérró Santos
6h30 às 8h - Zé Alexandre Carvalho
7h15 às 8h45 Evaldo Guedes
8h30 às 10h Mário Andreotti
9h30 às 11h - Sizão Machado
10h45 às 12h15 -Paulinho Paulelli
11h30 às 13h - Carlinhos Noronha
12h45 às 14h15 - Dudu Lima
13h às 14h30 - Sizão Machado
14h30 às 16h - Paulinho Paulelli
16h às 17h30 - Carlinhos Noronha
17h30 às 18h - Dudu Lima

http://bassbassbass.blogspot.com/2008/04/pra-onde-eu-vou.html

02 abril, 2008

Pra onde eu vou???


Teatro Municipal de São Paulo?

18h00 - Luiz Melodia – Pérola Negra (1973)
21h00 - Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos – A Dança das Cabeças (1977)
00h00 - Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
03h00 - O Som Nosso de Cada Dia – Snegs (1973)
06h00 - Pepeu Gomes – Geração do Som (1978)
09h00 - Hamilton de Holanda e Danilo Brito - Vibrações de Jacob do Bandolim (1967)
12h00 - Márcia, Eduardo Gudin E Paulo César Pinheiro – O Importante É que a Nossa Emoção Sobreviva (1974)
15h00 - Paulo Vanzolini – Onze Sambas e Uma Capoeira (1967)
18h00 - Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio - O Fino da Bossa (1964)
Boulevard São João ?
18h00 - Cesária Évora
21h00 - Gal Costa
00h00 - Zé Ramalho
03h00 - Mutantes
06h00 - The Gladiators
09h00 - O Teatro Mágico
12h00 - Marcelo D2
15h00 - Orquestra Imperial
18h00 - Jorge Ben Jor
Pateo do Colégio?
18h45 - Mundo Livre S.A. (PE)
19h30 - Macaco Bong (MT)
01h30 - Vanguart (MT)
18h00 - Siba e Fuloresta (PE)
Av. Ipiranga?
18h00 - Mariana Aydar
20h00 - Tatiana Parra
22h00 - Marina De La Riva
04h00 - Clara Moreno
05h45 - Aline Muniz
11h00 - Malu Magalhães
17h00 - Fernanda Takai
Centro Cultural São Paulo?
21h00 às 22h00 - Teatro: “As noivas de Nelson” - Espaço Cênico Ademar Guerra
21h00 às 22h15 - Teatro: “Walquirianas” - Sala Jardel Filho
21h00 às 22h15 - Teatro “ 17X Nelson – O inferno de todos nós” - Sala Paulo Emílio
SESC Av. Paulista?
00h00 - Navalha na Carne
SESC Consolação?
21h00 - Cpt / Sesc SP - Senhora Dos Afogados
SESC Vl. Mariana?
21h00 - Cauby Peixoto, Claudete Soares E Claudya
+MAIS sobre a Virada Cultural 2008:

07 maio, 2007

Sé Virada (Conflito Urbano, Caos Social, Cultura Pulsante...)


Na Sé, o cheiro era de pólvora. Mas eu prefiro as rosas
Show do Racionais acaba em tiros. Em vez da festa, choque toma conta da praça

por Flávia Guerra

SÃO PAULO - É com os olhos rasos d’água, e de gás lacrimogêneo, que escrevo este lamento. 6h02 da manhã. São Paulo amanhece após mais uma Virada Cultural. No marco zero da maior metrópole do País, a vigília inspirada nas Noites Brancas européias, virou noite turva. “06 de maio de 2007. Madrugada de sábado para domingo. Outono no Brasil. Esta data vai ficar marcada”, profetizou o tão aguardado Mano Brown ao pisar o palco da Praça da Sé, que já havia recebido Alceu Valença e Nação Zumbi.
Os mano bem que tentaram. Guerreiro de fé nunca gela, não agrada o injusto e não amarela. Mas na madrugada, gelou. Injusta noite adentro. E o peso do maracatu atômico do Nação deu lugar ao clima pesado que tomava conta da multidão que se espremia na praça para ver os manos racionais. Mas a noite era de irracionalidade. 1.000 Trutas. 1.000 Tretas. Depois de amargar uma espera de mais de uma hora e meia para ver o Racionais, a multidão já estava amargurada. O caldo foi engrossando. O circo estava armado quando, finalmente, às 4h45, a nação periferia pôde ver um Brown sóbrio, de negro da cabeça aos pés. Elegante em sua incessante luta pela periferia paulistana, o rapper naquela noite perdeu a batalha para as balas, o gás e a tropa de choque.
A treta começou muito antes, do lado esquerdo do palco. 4h15 da matina. Sob as torres da igreja, os manos de São Matheus se estranharam com os Manos de Pirituba. Briga, tumulto, choro. Josafá colou na grade às oito da noite. As costelas dele também. 15 anos, mirrado, olhos vivos, costelas moídas na multidão. Josafá veio sozinho de Perus. Tomou dois ônibus. Gastou uma hora para ver o Racionais. “Vim foi sozinho. Mas vale a pena. Nunca vi os caras ao vivo”, dizia um entediado garoto, que não entendia muito o coco dub afrociberdélico dos manos da Nação Zumbi.
Eles misturam com maracatu. “É bom sim. Mas maracatu? Sei que é isso não. Alfaia?” Alfaia, o tambor de maracatu que a Nação sabe tão bem casar com o peso do rock. A mãe nordestina de Josafá deve saber o que é. Josafá, minutos mais tarde se safaria da maior muvuca provavelmente já presenciada pela tão vivida Sé. “Posso pular aí no cercadinho, moça repórter? O aperto aqui tá pegando.” E o bicho pegou mesmo. Os bicho-soltos de Pirituba barbarizaram. "Chama a polícia!" "Polícia só piora nestas horas. A gente mesmo apazigua", disse a voz da experiência de um segurança do evento. De fato. Paz refeita. Alguns estilhaços.
De Júlio Silva, só restou a camiseta. A calça e a cueca viraram boi de piranha na multidão. Olhos inchados, vergões nas costas. “Eu não tenho nada a ver com a treta dos cara, mano. Como é que eu vou voltar pra casa?” “Apazigua e curte. Tu pensa depois”, aconselhava Wilter Paulo, da Bela Vista. “Também me deixaram pelado, mina. No bate-cabeça, nego veio bater a bombeta em mim. Eu fui reclamar, levei.”
Quem levou mesmo foi a galera do chiqueirinho vip. As cadeiras brancas caprichosamente colocadas à frente do palco para playboy e mano chegado verem o show viraram arma na mão dos revoltados. A galera invadiu geral a área vip. A segurança contratada, sem ajuda da polícia, apaziguou. Pouco depois, o show começou. A paciência venceu. O desodorante também. UH! É Racionais! 4h35. O show começa. “Hoje sou ladrão. Artigo 57. As cachorras me amam, os playboy se derretem.”
Brown cantava o Negro Drama da falta de acesso no Brasil. “Fernando de Noronha para a periferia. Por que só playboy que pode? No Brasil tem muita natureza”, pregava o messiânico Brown. Na periferia paulistana é que não mora o bucolismo. O sorriso não é fácil de brotar na cara dos manos. “Show do Racionais é sempre assim. Sempre tem alguma coisa. Mas sempre acaba tudo bem”, apostava uma fã esperançosa do Aricanduva.
Ledo engano. Naquela noite a treta era das grandes. “Que fita é essa, mano?” Era o certo pelo certo, como dez e dez é vinte. Era certa a treta. A multidão engrossou. O caldo entornou. “Por que eu só falo mal de polícia. Até ladrão me pergunta isso, mano. Por que será? Eu só falo as histórias. A opinião do povo conta muito na letra”, profetizou o rapper. Minutos depois a polícia mostrou a que veio. O lado esquerdo apaziguou. O direito entornou. Vandalismo e briga.
De quem é a culpa? De todos. Brown dizia “Imagina só o Brasil sendo melhor.” Pense! E na multidão, pense no caos. O show parou. “Ei, mano, vamo pará com a treta, meu. Fica na humildade e vamo pensar na vida do irmão. Fé em Deus que ele é justo.” A palavra de ordem desordenou. Uh! Irracionais. “Gambé filha da p...” era o grito de guerra da galera. No marco zero da cidade, todas as regiões se encontram. Todas as periferias se identificam. Todos os manos (sejam eles da quebrada ou não) desembestam. As minas desesperam. Gás, lágrimas. Bombas de efeito moral. Tiros reais. Desmoralizante.
Brown é brasileiro e não desiste nunca. O show continua. As bombas também. “Eu vou falar o que eu tô vendo. Tô vendo uns mano batendo cabeça e todo mundo em volta. Revolta tem hora. Policiais, abaixem as armas. Só tem família aqui hoje. Tem criança. Tem mulher.” Tinha de tudo. Faltou a fé. “Tá suave. Vamos continuar a festa.” A muvuca não suavizou. Nem a polícia. Os estampidos apavoraram. “Rebeldia desnecessária, mano. Vamos apaziguar. Abaixa a arma, polícia.” A multidão invade o palco. Brown é guerreiro de fé. Não amarela. Continua professando sua fé ao lado dos fãs.
“Parabéns, vocês conseguiram. Acabou. Vão para suas casas. Vão com Deus.” 5h06. Brown desistiu. A festa acaba. O gás toma conta da praça. A massa se espalha pelas vielas. Vidros quebrados, grades envergadas, garrafas estilhaçadas. Na Quintino Bocaiúva com a Regente Feijó, carros destruídos. Os mano e as mina fugiam do choque. Esgueiravam-se ora ensandecidos, ora cabisbaixos. Parecia cocaína. Mas era só tristeza.
Na (pá) Virada Cultural da Sé, quem tocou foi o terror. 6h05. Estampidos ainda eram ouvidos na ladeira. Vida loka. Cabulosa. O cheiro era de pólvora. Mas eu prefiro as rosas. E os milhões de fãs também.

http://www.estadao.com.br/ext/especial/extraonline/galerias/cidades/2007/05/06/08133000/

30 abril, 2007

Vira, vira, vira...

Arregalei meus olhos quando vi a programação da Virada Cultural 2007 que será nos dias 5 e 6 de maio das 18h. às 18h. A extensa programação já era esperada, muitos lugares disponíveis também. Mas fiquei surpreso pela qualidade e diversidade dos nomes confirmados para este ano. Entrei no sítio do evento e fiz minha programação com "Leitura Dramática : Fernando Pessoa X Drummond" no MASP, o filme "Baixio das Bestas" no CineSesc, Zimbo Trio e Fabiana Cozza no Teatro Municipal, apresentação de Tango no Mercado Municipal, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Jazz Sinfônica no Parque Villa-Lobos, Paulinho da Viola no MIS, e a lista segue com Plebe Rude, Pato Fu, Racionais MC´s, Chico Pinheiro, Duofel, Garotos Podres, Ratos de Porão, Sergio Dias, Ed Motta e muitos outros.

Veja a programação completa:
http://www.viradacultural.com.br