31 janeiro, 2008

Saudades de 2007

Show

1. Skatalites
2. Björk
3. Devo
4. Joanna Newson
5. Nouvelle Vague
+. Artic Monkeys, Hurtmold, Cristina Ortiz, The BellRays, etc.

Teatro

1. Chorinho
2. Abajur Lilás
3. O Púlcaro Búlgaro
4. Roxo
5. A Hora e Vez de Augusto Matraga
+. O Homem Provisório, Mordendo os Lábios, Adubo, etc.

Cinema

1. Jogo de Cena
2. Encontro com Milton Santos
3. A Vida Secreta das Palavras
4. Ventos de Liberdade
5. Control
+. Tropa de Elite, Across the Universe, Cartola, etc.

Literatura

1. Sagarana, João Guimarães Rosa
2. Saindo da Sarjeta, Charles Mingus
3. Meu Nome é Vermelho, Orhan Pamuk
4. Ao Vivo no Village Vanguard, Max Gordon
5. Cotidiano e Cultura, Maria Izilda Santos de Matos
+. A Cidade e as Serras, Kind of Blue, Samba Jazz, etc.

Ziriguidum Zum Zum

Pelo sim, pelo não, a minha viagem no carnaval será orientada pelo mapa a acima. E reparem que é um mapa oficial. E reparem a data: 2003. Estranho... será um erro, ou... Em todo caso quando voltar me vacinarei. Odeio agulhas!!!
Mas recentemente doei sangue, aconcelho todos a fazerem o mesmo. Descobri o meu tipo de sangue: grupo O Rh Negativo. Parece que não é o tipo mais comum.




30 janeiro, 2008

Antônio Rago (1916-2008)

Instrumentista (Violononista).


Vida: Seus pais eram italianos e imigraram para o Brasil no início do século passado. Desde criança interessou-se por música, ouvindo o sapateiro Rafael Fezza, que era um conceituado violonista no bairro paulista do Bixiga. Começou a tocar violão com 14 anos. Em 1933, iniciou seus estudos de violão clássico com o professor Melo.


Em 1936, iniciou a carreira artística fazendo parte do Regional de Armandinho, com o qual, e mais Zezinho, mais tarde conhecido como Zé Carioca, formou o trio de violões. Atuou com sucesso na Rádio Record. Recebeu convite para apresentar-se na Rádio Belgrano de Buenos Aires, acompanhando o cantor Arnaldo Pescuma em excursão que se estendeu até o Uruguai. Em 1937, retornou ao Brasil e foi trabalhar na Rádio Tupi de São Paulo com Zezinho e Seu Conjunto. Nesse mesmo ano passou a acompanhar o cantor Francisco Alves, com quem esteve até 1940. Por essa época, teve algumas de suas composições incluídas na peça "Nós temos balangandãs", de Costa Lima. Em 1942, fez sua primeira gravação interprestando ao violão duas de suas composições, o choro "Chorando" e a valsa "Velhos tempos". Na mesma época passou a dirigir o regional da Rádio Tupi de São Paulo. Em 1945, gravou pela Continental o choro "Extasiado" e a valsa "Sonhadora", ambas de sua autoria. Em 1946, Francisco Alves gravou de sua autoria e Raimundo Lopes a canção "Deslumbramento". No mesmo ano, fez a primeira gravação com seu Conjunto, utilizando a denominação que seria sua marca, Rago e Seu conjunto, interpretando o bolero "Jamais te esquecerei" e o choro "Mentiroso". Feito em parceria com seu irmão Juraci Rago, o bolero "Jamais te esquecerei", conheceu grande sucesso dois anos depois de lançado, permanecendo por quase um ano nas paradas de sucessos, tornando-se um fenômeno de popularidade. Em 1948, gravou com seu conjunto o bolero "Que importa..." e o choro "Delicioso". Em 1949, teve sua composição "Jamais te esquecerei" incluída no filme "Quase no céu" dirigido por Oduvaldo Viana. Em 1950, entre outras composições, gravou a valsa "Noite triste" e o choro "Estranho". No mesmo ano recebeu com seu regional o troféu Roquette-Pinto como o melhor conjunto regional do ano. Na ocasião, o regional era formado por ele ao violão solo, Orlando Silveira ao acordeom, Siles na clarineta, Petit e Carlinhos nos violões, Esmeraldino no cavaquinho, Correia no contra-baixo e Zequinha no pandeiro. Em 1951, gravou com seu conjunto o bolero "Por toda a vida" e a quaracha "Motivo cubano". No mesmo ano gravou de Stefana de Macedo o baião "História triste de uma praieira". Em 1952 gravou de sua autoria o bolero "Desespero" e o tango choro "Gostozinho", de Eduardo Souto, o bolero "Despertar da montanha", e de Paraguassu o baião "Saudades de alguém". No mesmo ano, gravou a "Valsa do adeus", de Chopin, para a qual fez um arranjo em ritmo de choro. Ainda em 1952, acompanhou o cantor Francisco Alves em sua última apresentação em programa de rádio, na Nacional de São Paulo em gravação lançada posteriormente no LP "O rei da voz", lançado em 1975 pela Odeon. Nesse período, passou a atuar na Rádio Paulista e no programa Ronda dos Bairros, na Rádio Nacional em São Paulo. Em 1953 gravou, de José Menezes e Moreira Filho, o baião "Baião do Ceará". Em 1954, compôs com Mário Vieira o bailarico "Festa portuguesa", gravada no mesmo ano com seu conjunto. Em 1955, entre outras composições apresentadas com seu conjunto, lançou o choro batucada "O barão na dança", parceria com Mário Vieira e o baião "Jerimum" em parceria com Hortêncio Carvalho. Em 1956 gravou o tango "Amargurado" de sua autoria e o baião "Castanholas", parceria com Mário Vieira. No mesmo ano compôs com João Pacífico o bolero "Lágrimas de amor" e a marcha "Meu São João", ambas gravadas por Solon Sales, e o samba-choro "Não convém", gravado pela cantora Juanita Cavalcanti. Ainda em 1956, o cantor Ciro Monteiro lançou o choro "O barão na dança". Em 1958 apresentou de Lamartine Babo o samba "Passarinho, passarinho". Em 1960 gravou de sua autoria e de João Pacífico o samba "Vai com Deus". Participou da televisão brasileira desde o seu nascimento com a inauguração da TV Tupi, tendo dirigido um programa, além de atuar no acompanhamento de diversos artistas, entre os quais Isaura Garcia, Linda Batista e Silvio Caldas. No rádio atuou no programa A Brigada da Alegria, na Rádio Tupi de São Paulo. Em 1962 gravou na Continental o LP "Recital de violão", atuando como solista, no qual lançou de suas obras eruditas "Flor triana" e "Sonatina em lá menor". Em meados dos anos 60 seu regional se desfez e passou a produzir programas de rádio em diversas cidades paulistas entre as quais Santos e Campinas. Passou também a lecionar violão. Lançou cerca de dez LPs, entre os quais "Especialmente para você" e "Solos de violão".


Obra: A pequena Elisabeth (c/ Orlando Silveira) • Alecrim da beira d'água (c/ J. M. Alves) • Amargurado • Arrependida • Balada do teu passo (c/ Ari Machado) • Bilhetinho de amor • Boneca japonesa (c/ Mário Vieira) • Boogie no samba • Castanholas (c/ Mário Vieira) • Chegou o fim (c/ Mário Vieira) • Chorando • Custou pra arranjar (c/ João Pacífico) • De braços abertos • Delicioso • Desapareceu (c/ Hélio Sindô) • Desespero • Deslumbramento • Dois bailarinos • Duas lágrimas (c/ Ribeiro Filho) • Em tuas mãos (c/ Ribeiro Filho) • Encantamento (c/ Conde) • Este é o choro • Extasiado • Festa portuguesa (c/ Mário Vieira) • Flor triana • Folinha • Gostozinho • Grande amigo • Índia morena (c/ Guia Jr. ) • Jamais te esquecerei • Jerimum (c/ Hortêncio Carvalho) • Joquei clube (c/ João Pacífico) • Lágrimas de amor (c/ João Pacífico) • Mambo na Glória • Mentiroso • Meu querido amor (c/ Mário Vieira) • Meu São João (c/ João Pacífico) • Minha homenagem • Motivo cubano • Na granja do Lacerda • Não convém (c/ João Pacífico) • O barão na dança (c/ Mário Vieira) • O grande centenário • Pelo teu amor (c/ Nélson Novais) • Por toda vida • Que importa (c/ Ribeiro Filho) • Santista • Sonatina em lá menor • Sonhadora • Um guarda-chuva na sombra • Vai com Deus (c/ João Pacífico) • Valsa do adeus • Veja você (c/ Tutu) • Velhos tempos • Voltarás a mim


Discografia:
• Chorando/Velhos tempos (1942) Colúmbia 78
• Extasiado/Sonhadora (1946) Continental 78
• Jamais te esquecerei/Mentiroso (1947) Continental 78
• Que importa.../Delicioso (1948) Continental 78
• Dos almas/Pelo teu amor (1949) Continental 78
• Em tuas mãos/Grande amigo (1950) Continental 78
• Noite triste/Estranho (1950) Continental 78
• Por toda a vida/Motivo cubano (1951) Continental 78
• História triste de uma praieira/Minha homenagem (1951) Continental 78
• Ni una palabra/Um guarda-chuva na sombra (1951) Continental 78
• Desespero/Gostozinho (1952) Continental 78
• Saudades de alguém/Despertar da montanha (1952) Continental 78
• Valsa do adeus/Voltarás a mim (1952) Continental 78
• Dois bailarinos/Arrependida (1953) Continental 78
• Baião do Ceará/Na granja do Lacerda (1953) Continental 78
• O grande centenário/Folhinha (1954) Continental 78
• De braços abertos/Festa portuguesa (1954) Continental 78
• Santista/Lágrimas de amor (1955) Continental 78
• O barão na dança/Jerimum (1955) Continental 78
• Mi noches sin ti/Mambo na Glória (1956) Continental 78
• Amargurado/Castanholas (1956) Continental 78
• Boneca japonesa/Encantamento (1957) Continental 78
• Passarinho, passarinho/Índia morena (1958) Continental 78
• Balada do teu passo/Vai com Deus (1960) Continental 78
• Recital de violão (1962) Continental LP
• Especialmente para você (1974) Chantecler LP
• Rago (1978) Continental LP
• Solos de violão (1986) 3M LP
• Violões (1992) Projeto memória brasileira CD

Escute pela www.discosdobrasil.com.br Antônio Rago:
Clique para ouvir a música - Estranho
Clique para ouvir a música - O Barão da Dança

fonte: http://www.dicionariompb.com.br/
Mais: http://cifrantiga2.blogspot.com/2007/10/antnio-rago.html e http://mpbantiga.blogspot.com/2007_12_19_archive.html

29 janeiro, 2008

Vamos para o Paranoid Park?


Pesquisa proposta no Rio Grande do Sul, pretende analisar a atrofia do cérebro de jovens infratores internados. Está em jogo, mais uma vez, tratamento e cura contra o homicídio, as drogas... No confronto entre proponentes e contestadores, retorna a velha oposição entre progresso da ciência e cuidados humanistas com experimentações. As contestações, neste caso, referem-se à eventual atualização da discriminadora e científica teoria lombrosiana sobre feições e a tese da deficiência de discernimento moral por aqueles que apresentam problemas no frontal.

O debate entre os antagonismos é salutar, mas restrito. A execução do projeto requer procedimentos novos como a fiscalização do cumprimento de requisitos éticos na pesquisa, a introdução de recompensas para obtenção do consentimento do objeto de estudo (os infratores), as maneiras como os pais e responsáveis agirão para dar ou não permissão aos procedimentos de pesquisa... Será que com tudo isso a pesquisa trará novo entendimento sobre tratamento e cura livres de uma ultrapassada conceituação baseada em raça, normalidade, violência...? O debate precisa ser ampliado para se alcançar explicações iniciais mais exatas, ultrapassando os limites restritos a jovens infratores internados, geralmente pobres e miseráveis.

Em Paranoid park e Elefante, filmes do mesmo diretor Gus van Sant, nota-se que jovens de classe média alta também podem matar por acidente ou por decisão; muitas vezes carregados de preconceitos explícitos, outras de vontade de mimetismo dos jovens pobres e miseráveis, por eles vistos como os mais livres. Está em jogo o assemelhar-se, a aceitação da incitação recíproca, o girar em torno de si, as condutas que levam ao informe, cujo resultado é o aparecimento do perdedor radical, aquele que mata e se mata. Qual cérebro, então? Há um mesmo cérebro humano no passado e no presente cuja atrofia é inerente ao sujeito, ou esta atrofia pode ocorrer derivada de efeitos histórico-sociais? Até que ponto a atrofia não reconhece o não matarás!?

Ultrapassar os antagonismos em favor de relações agonistas de poder é ir adiante e problematizar também as noções de tratamento e cura. É compreender como nas sociedades de controle se medicaliza ou se vigia eletronicamente para normalizar o normal, com um misto científico de bioquímica e física, de nanotecnologias, mapeamentos de todos os seres vivos.

A pesquisa proposta no Rio Grande do Sul, menos do que renovar o debate científico, explicita os mesmos interesses sobre a mente de pobres. Sabe-se, pela filosofia e pelo cinema, que eles ameaçam a boa sociedade menos por suas ações do que pela maneira como habitam o oco, mofado e restrito cérebro de jovens de classe média alta, com o seu próprio oco, mofado e restrito cérebro.


Nu-Sol - Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SPno. 93, janeiro de 2008. http://www.nu-sol.org/

Não foi desta vez...


25 janeiro, 2008

Miopia Social

O espantoso é que os brasileiros, orgulhosos de sua tão proclamada, como falsa, “democracia racial”, raramente percebem os profundos abismos que aqui separam os estratos sociais. O mais grave é que esse abismo não conduz a conflitos tendentes a transpô-lo, porque se cristalizam num modus vivendi que aparta os ricos dos pobres, como se fossem castas guetos. Os privilegiados simplesmente se isolam numa barreira de indiferença para com a sina dos pobres, cuja miséria repugnante procuram ignorar ou ocultar numa espécie de miopia social, que perpetua a altenidade. O povo-massa, sofrido e perplexo, vê a ordem social como um sistema sagrado que privilegia uma minoria contemplada por Deus, à qual tudo é consentido e concedido. Inclusive o dom de serem, às vezes, dadivosos, mas sempre frios e perversos e invariavelmente, imprevisíveis.

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995.

22 janeiro, 2008

Vê se bate!

PORTUGUÊS:
1 Língua Portuguesa: modalidade culta usada contemporaneamente no Brasil.
1.1 Sistema gráfico: ortografia, acentuação e pontuação; legibilidade.
1.2 Morfossintaxe.
1.3 Semântica.
1.4 Vocabulário.
2 Leitura e produção de textos.
2.1 Compreensão, interpretação e análise crítica de textos em língua portuguesa.
2.2 Conhecimentos de Lingüística, Literatura e Estilística: funções da linguagem; níveis de linguagem; variação lingüística; gêneros e estilos textuais; textos literários e não-literários; denotação e conotação; figuras de linguagem; estrutura textual.
2.3 Redação de textos dissertativos dotados de fundamentação conceitual e factual, consistência argumentativa, progressão temática e referencial, coerência, objetividade, precisão, clareza, concisão, coesão textual e correção gramatical.
2.3.1 Defeitos de conteúdo: descontextualização, generalização, simplismo, obviedade, paráfrase, cópia, tautologia, contradição.
2.3.2 Vícios de linguagem e estilo: ruptura de registro lingüístico, coloquialismo, barbarismo, anacronismo, rebuscamento, redundância e linguagem estereotipada.

18 janeiro, 2008

Uma expressão social

"A música de carnaval, como toda a criação artística, reflete a condição e a pscicologia pessoal do autor, mas expressa também o tipo de sociedade a que pertence, uma voz que esta se torna, em última análise, a responsável pelo condicionamento da sua inspiração, ao fornecer os motivos para a composição. (...)"
Tinhorão, José Ramos. "Música de Carnaval (I)", Jornal do Brasil - 2º Caderno, 05/02/1960. Rio de Janeiro - RJ.

Braços abertos (ou pagando as promessas numa sexta-feira sem almoçar)

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16 janeiro, 2008

Rio de Janeiro em janeiro

Além de dar continuidade a minha pesquisa na Biblioteca Nacional, vou ver se aproveito para interagir com o povo carioca. E não são poucas as opções... talvez faça tudo. Ou nada. De 1808 para 2008.

Humaitá pra Peixe
Dave Holland Quintet no Mistura Fina
Ele se apresentará com seu quinteto formado por Robin Eubanks (trombone), Chris Potter (sax soprano, alto & tenor), Steve Nelson (vibrafone) e Nate Smith (bateria).

http://www.misturafina.com.br/

Grito de Carnaval com Orquestra Imperial e convidados


http://oinoitescariocas.oi.com.br/

Mundo Livre S/A no Circo Voador

http://www.circovoador.com.br/

Biblioteca Nacional

http://www.bn.br/



14 janeiro, 2008

Bibliografia obrigatória:

ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro Enigma.
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Visão do Paraíso.
PRADO Jr., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. ---. São Bernardo.
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil.

12 janeiro, 2008

Resistência, estética e circulação

"O espaço social onde nasce a canção é visto como espaço que abriga uma luta de resistência ou de criação de algo que tem o valor de autenticidade, e portanto positivo, enquanto o mundo de fora, marcada pela lógica econômica do capitalismo, ameaça sua sobrevivência, tendo pois um valor negativo - é uma constante no pensamento sobre música popular brasileira.

A idéia de que a verdade estética do samba está em sua origem social, às vezes identificada com a topografia (o morro, onde o samba é mais autêntico), perpassa quase todo o pensamento sobre o assunto. José Ramos Tinhorão, cuja obra está centrada na idéia de que a classe média (que às vezes substitui o capitalismo na argumentação acima exposta) vive se apossando dessa criação popular autêntica.

Os mecânismos de difusão e a forma de mercadoria da circulação musical, a um só tempo parte do sistema de produção e agentes do processo de construção de representações coletivas. Isso implica a visão da comunicação como um fenômeno social estruturado, no qual a esfera cultural é examinada juntamente com o sistema produtivo."

10 janeiro, 2008

Inside Paris

Fui assistir ontem "Em Paris" (Dans Paris - 2006), é um típico filme francês: é (ou tenta ser) cabeça. Mas o que eu achei demais foi a trilha sonora: carregada de jazz e rock alternativo. A Karla detestou, achou exageradamente pretencioso. Eu gostei, cenas longas e de forte questionamento em relação a polarização dos relacionamentos descartáveis com o sofrimento de um grande amor. Somos nosso ego.

Track listing

1. Avant la haine (03:14)
interprété par Joana Preiss et Romain Duris
2. Dans Paris (04:37)
3. Il pleut l'amour (02:51)
4. Chanson pour Alice (01:16)
5. 09H36 10H06 (04:34)
6. Paul prend la pose (00:33)
7. Chanson pour Jonathan (00:54)
8. La tour de Pise (00:29)
9. Les jours de chiale (04:20)
10. Une prière pour Anna (01:20)
11. Loulou (02:54)
12. Flavor (03:38)
interprété par Girls in Hawaii
13. Handshakes (03:04)
interprété par Metric

ULM 2008

Vão até dia 21/01 as incrições para a ULM. Para Contrabaixo Acústico serão cinco vagas e a prova pede o seguinte:

  • Escalas e Arpejos maiores e menores – duas oitavas
  • Estudo 17 de Simandel
  • Um movimento rápido e um lento de uma peça de livre escolha
  • Ter Instrumento e arco.

  • para se increver, só no sítio da ULM:

    http://www.ulm.org.br/

    08 janeiro, 2008

    Kubrick, 80 anos

    de 8 a 13/1/2008

    Centro Cultural São Paulo
    Sala Lima Barreto (110 lugares) - entrada franca

    Idade recomendada: 16 anos
    retirada de ingressos: uma hora antes de cada sessão

    O ciclo presta uma homenagem ao diretor americano e traz uma ampla retrospectiva de sua obra no ano em que completaria seu 80º aniversário.

    (Os filmes serão exibidos com legendas em português e em suporte DVD)


    dia 8/1 - terça


    16h A morte passou por perto (Killer's Kiss, EUA, P&B,1955, 67min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Frank Silvera, Jamie Smith e Irene Kane. Após salvar uma dançarina do ataque de seu patrão e amante, um lutador de boxe é ameaçado de morte por seu opositor.


    18h O grande golpe
    (The Killing, EUA, 1956, P&B, 85min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Sterling Hayden, Loleem Gray, Vince Edward e Elistra Cook Jr. Após cumprir uma pena de cinco anos, um ladrão elabora um plano perfeito para assaltar um hipódromo, que pode deixar ele e seus companheiros ricos.

    20h Glória feita de sangue (Paths of Glory, EUA, 1957, P&B, 87min)direção: Stanley Kubrick - elenco: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou e George Macready. Durante a Primeira Guerra Mundial, general francês ordena um ataque impraticável aos inimigos. Para justificar o fracasso de sua estratégia militar, ele ordena a execução de três soldados por covardia. O superior dos soldados não concorda e tenta desesperadamente suspender a decisão. Baseado no romance de Humphrey Cobb.

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    dia 9/1 - quarta

    16h Spartacus (EUA, 1960, cor, 184min, legendas em português, DVD) direção: Stanley Kubrick - elenco: Kirk Douglas, Laurence Oliver, Peter Ustinov, Tony Curtis, Jean Simmons
    Spartacus, um escravo do Império Romano, lidera a revolta contra a classe dirigente da República.


    19h30 Dr. Fantástico
    (Dr. Strangelove or How I learned to stop worring and love the bomb, Inglaterra, 1964, P&B, 96min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden. Enlouquecido pela Guerra Fria, um general acredita que ficou impotente devido à sabotagem comunista dos reservatórios de água e, por isso, ordena ataque nuclear à União Soviética.

    21h15 2001: Uma odisséia no espaço (2001: A space odissey, EUA/Reino Unido, 1968, cor, 139min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Daniel Nichter e Leonard Rossiter .A tripulação de uma espaçonave é enviada para investigar o aparecimento de um monolito na órbita de Júpiter, mas o computador de bordo revela tendências psicóticas e decide atacar os astronautas. Baseado em dois livros do escritor britânico Arthur C. Clarke, The sentinel e 2001: A space odissey.

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    dia 10/1 - quinta

    16h Laranja mecânica (A clockwork orange, Reino Unido, 1971, cor, 138min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Malcolm Mc Dowell, Patrick Magee e Mechael Bates. Trama futurista em que o líder de um bando de delinqüentes, adeptos da "ultraviolência", é preso e passa por lavagem cerebral para eliminar seus instintos violentos. Adaptação do romance homônimo do escritor britânico Anthony Burguess

    18h15 Barry Lyndon (Reino Unido, 1975, cor, 184min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Ryan O'Neal, Marisa Berenson e Patrick Magee. O filme traz as aventuras de um irlandês expulso de seu país, que tem como objetivo alcançar a aristocracia e conquistar a felicidade. Extraído do romance do escritor inglês William Makepeace Thackeray.

    21h15 O iluminado (The Shining, 1980, cor, 144min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd e Barry Nelson. Escritor aceita emprego para tomar conta, junto com a família, de hotel isolado nas montanhas e passa a ter alucinações. Baseado no romance de Stephen King.

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    dia 11/1 - sexta

    16h Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worring and Love the Bomb, Inglaterra, 1964, P&B, 96min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden. Enlouquecido pela Guerra Fria, um general acredita que ficou impotente devido à sabotagem comunista dos reservatórios de água e, por isso, ordena ataque nuclear à União Soviética.

    18h De olhos bem fechados (Eyes Wide Shut, EUA, 1999, cor, 159min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Tom Cruise, Nicole Kidmen, Madison Eginton, Jackie Sawris e Sydney Pollack. Depois que sua esposa admite ter desejos sexuais por outra pessoa, William Harford é jogado numa aventura erótica que ameaça seu casamento e que o envolve em um misterioso caso de assassinato.

    20h45 Nascido para matar (Full Metal Jacket, EUA, 1987, cor, 116min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Matthew Modine, Adam Baldwin, Vicente D'Onofrio, R. Lee Erney. Os horrores enfrentados por um grupo de jovens treinados para combater na Guerra do Vietnã.

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    dia 12/1 - sábado

    16h Stanley Kubrick: imagens de uma vida
    (Stanley Kubrick: A life in pictures, EUA, 2001, cor, 141min) direção: Jan Harlan - elenco: Tom Cruise, Ken Adam, Margaret Adams, Brian Aldiss, Woody Allen. Documentário sobre a vida e a obra do cineasta Stanley Kubrick.



    18h30 2001: Uma odisséia no espaço
    (2001: a space odissey, EUA/Reino Unido, 1968, cor, 139min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Daniel Nichter e Leonard Rossiter. A tripulação de uma espaçonave é enviada para investigar o aparecimento de um monolito na órbita de Júpiter, mas o computador de bordo revela tendências psicóticas e decide atacar os astronautas. Baseado em dois livros do escritor britânico Arthur C. Clarke, The sentinel e 2001: a space odissey.

    21h Lolita (EUA, 1962, P&B, 152min) direção: Stanley Kubrick - elenco: James Mason, Shelley Winters, Peter Sellers e Sue Lyon. Professor de meia de idade se apaixona por uma garota de 14 anos e se casa com sua mãe para viver perto dela. Adaptação do romance homônimo de Vladimir Nabokov, que causou escândalo quando publicado na década de 1950.

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    dia 13/1 - domingo

    16h Totalmente Kubrick (Colour Me Kubrick, Reino Unido/ França, 2005, cor, 86min) direção: Brian W. Cook - elenco: John Malkovitch, Tom Allen, Linda Bassett, James Dreyfus. Durante as filmagens de De olhos bem fechados, em Londres, um homem fingiu ser Stanley Kubrick e freqüentou festas, restaurantes e nightclubs. Baseado em fatos reais.

    18h Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or How I learned to stop worring and love the bomb, Inglaterra, 1964, P&B, 96min) direção: Stanley Kubrick - elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden. Enlouquecido pela Guerra Fria, um general acredita que ficou impotente devido à sabotagem comunista dos reservatórios de água e, por isso, ordena ataque nuclear à União Soviética.

    20h A.I. Inteligência Artificial (AI Artificial intelligence, EUA, 2001, cor, 145min) direção: Steven Spielberg - elenco: Haley Joel Osment, Jude Law, Frances O'Connor e William Hurt
    Numa sociedade em que as máquinas fazem todo o serviço doméstico, um garoto robô é programado para viver emoções. Spielberg concretiza um projeto antigo do diretor Stanley Kubrick, inspirado em conto futurista de Brian Aldiss.

    http://www.centrocultural.sp.gov.br/