08 dezembro, 2009

Não conseguia traduzir sua perturbação nem em palavras, nem em exclamações. O sentimento de um asco sem fim, que começara a oprimir-lhe e angustiar-lhe o coração já no momento em que ele apenas caminhava para a casa velha, chegava agora a tais proporções e assumia tamanha nitidez que ele não sabia o que fazer de sua melancolia. Caminhava pela calçada como um bêbado, sem notar os transeuntes e esbarrando neles, e só se deu conta quando já estava na rua seguinte. Olhando em torno, notou que estava diante de uma taberna, na qual se entrava pela calçada, descendo uma escada que levava ao subsolo.


p. 26

4 comentários:

Dindiii disse...

Tabernas são gozantes.

Cícero Barbosa disse...

geralmente são.

mas não para Dostoiévski... hehehe

Dindiii disse...

Realy!??

Cícero Barbosa disse...

ahhh

é sim, vai...