11 junho, 2011

Paredes brancas


Sou dono de dois hotéis na Boca do Lixo
também protejo as putas
em troca os primeiros programas são da casa
e nos demais ganho uma porcentagem

meu avô foi vereador
da – não mais – cidade de Santo Amaro
ela foi incorporada à capital paulistana
uma retaliação por aderir a Revolução de 1932

meu pai ganhou uma boa herança
mas perdeu tudo no jogo
o pouco que me restou
abri uma agência de motoboys

tive três filhos
eles me largaram nessa clínica
tento me curar do alcoolismo
aqui o tempo é sempre o mesmo



16 comentários:

Francorebel disse...

Parece baseado em fatos reais, viu....

Dona Ana disse...

Gostei... :D

Kell disse...

Eu sou apaixonada por literatura pude perceber que seu blog traz boas poesias, escritas de forma atual.. Nada maçante,como as arcaicas. Muito bom, parabens! Você que esceve todas? Já estou seguindo!
Raquel.
http://jornalkell.blogspot.com

Marcus Alencar disse...

Interessante, é o resumo de uma vida em versos. Faz lembrar aquilo que dizem quando estamos prestes a morrer, sabe, que toda uma vida passa diante dos olhos antes do último suspiro. Nesse caso, é bem parecido.

Cabeça Feminina disse...

oeee
desculpa a demora,
mttt obrigada por participar do meu blog, fico mt contente!!!
adorei o seu e estou seguindo-o.

grande beijo e uma otima semana!!!

http://cabecafeminina.blogspot.com

Alexander Queiroz disse...

bemm, que diferente, legal seu blog, adorei a foto de abertura

Amelie do Paraguai disse...

Curti a poesia hereditária (assimétrica)
Adoro esse quiça que você expõe em seu blog!(Um Machado de Assis contemporâneo)
Parabéns!!!Bjks!!!!

G' Stresser. disse...

Blog cativou-me.

Adônis Nascimento disse...

O seu texto poético é muito prosaico, tornado-o mais ainda interessante. Está totalmente aos conformes pós-moderno, com a quebra do lirismo exacerbado, mostrando a verdade nua e crua. Muito bem escrito! parabéns!

danielacristofoli disse...

texto ótimo.
parece algo mto real!
http://etcmodaetal.blogspot.com/

Dreamer Girl disse...

A triste realidade de muitas pessoas. Aqui o tempo também é sempre o mesmo, a sociedade continua decadente. Todo ano, tudo igual. Revelion, carnaval, páscoa e natal.

Bruna M. disse...

Interessante a história contada nesses poucos versos. Um pouco triste mas não deixa de ser bom.

Bjo ;)

Natalia Smirnova disse...

Ola, belo blog você tem. Parabéns, a sua maneira de escrever é muito interessante. Eu amo ler e escrever e no momento estou escrevendo um blog-book (escrevendo e publicando simultaneamente). Te convido a dar uma passadinha por lá, está bem no início, o quarto capítulo sai amanha 15/06/11. O nome do blog-book é “Illegitimate” e você pode seguir esse meu fantasioso romance pelo POET (Pages Of Erased Text) http://pagesoferasedtext.blogspot.com/
Novamente, parabéns pelo blog. É ótimo.

Manoelle disse...

Obrigada por seguir meu blog (maphago.blogspot.com)! Estou te seguindo de volta em seus dois blogs, O.K.? :)

Abraço!

Fábio Flora disse...

O último verso faz um contraste interessante com o resto do poema.

Abraços e sucesso com o blog!

Pamela Dal'Alva. disse...

que legal. parece ser real. rs

Hey de uma olhada na News, garanto que ira gostar.
http://historiasdepamela.blogspot.com/2011/06/atencao-blogueiros-de-plantao.html