23 maio, 2011

Medéia


Oh, Jasão
depois de tudo o que passamos
sinto um gosto de abandono na boca
ainda guardo o seu olhar comigo

fui expulsa da cidade que nos acolheu
agora sou uma eterna estrangeira
maldito seja Creonte
que me impôs este exílio

o que mais me enlouquece é o teu silêncio
a saudade da sua voz me cala
a cada segundo que passa
dois parecem voltar

venham cá crianças
nossa, como são iguais ao seu pai
mamãe tem algo para vocês
não me olhem assim, não vai doer nada



5 comentários:

Marcos disse...

No segundo verso da última estrofe não seria "nossa, comO são iguais ao seu pai"?

Ficou bem legal :D

Cícero Barbosa disse...

sim, isso mesmo!

Blog Zumbisco disse...

Eta, essa saudade mata.

Laranja Jack disse...

Retribuindo a visita!Volte sempre!

Muito bom estes versos...mitologia sublimemente escrita e que pode ser subliminarmente entendida!

Anônimo disse...

Amei este poema,pois é simples e não tem palavras dificéis,pois muitos poetas acham que os versos ficam belos quando se falam dificil...Pelo contrário!Já publicou-o em livro?


RENATO ZUQUE