18 abril, 2011

Arranjo


O maestro entra em cena
todos de pé
é o que sempre acontece
quando ela desponta no horizonte

nos seus cabelos
deslizam os arcos
a melodia do violino e a tessitura do violoncelo
desmancha o coque como o arpejo de uma harpista

quero tocar seus lábios
como num oboé ou clarinete
te deixar sem ar
me deixar sem ar

acaba o primeiro movimento
desavisados batem palma
o entusiasmo ecoa na plateia
auto-controle é algo raro em mim



3 comentários:

Anônimo disse...

auto-controle é uma coisa que não consta em nosso dicionário

Anônimo disse...

anônimo é a bruna ,haha não consegui digitar meu nome aqui.

Cícero Barbosa disse...

eeeee bruna... kkkk