14 abril, 2011

Estação Grajaú


A
claridade da manhã
chega sem misericórdia
invade a estação
enquanto desço a escada rolante

quero sair deste vagão
muitos querem entrar
as palavras me empurram
minha lapiseira me puxa

há, essa claridade impiedosa
é a mesma que te faz sorrir
quando abre sua janela
é assim que imagino nosso encontro

nossa maluquice
ficaria boa em qualquer poema
pois quero que saiba
que não há nuvens no céu


2 comentários:

Ana Julia disse...

não haverão
se não quisermos

Cícero Barbosa disse...

=)