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17 março, 2009

É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dez mil anos já se passaram desde que o primeiro homem aproveitou-se do trabalho do vizinho para lucrar. E até agora nada mudou. Civilizações surgiram e desapareceram. Impérios soçobraram. Guerras, fome e miséria acompanham a humanidade desde então. E nada. Absolutamente nada mudou.

Culpar a quem, senão ao próprio homem?

Propostas surgiram, avançaram, mas jamais alcançaram o bem-estar.O homem continua só e solitário. A batalha do dia-a-dia não lhe permite raciocinar. E o que é a batalha do dia-a-dia senão guerra de outro tipo?E o que é a exploração do homem pelo homem que não escravidão disfarçada?

O que fazer?

Essa pergunta já foi feita e deu no que deu.

Outra pergunta: É possível mudar o sistema sem mudar o homem?

É a História quem responde: nada feito.

Mudar o homem.

Eis a solução.

Mas de que forma?

Alguém tem alguma idéia?

Diógenes percebeu isso há 2.500 anos. Quando lhe perguntaram a razão de andar com uma lanterna acessa durante o dia, respondia: procuro o homem.

Platão fez algumas sugestões, Aristóteles também tentou. Que o digam Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho.

Os utopistas cansaram de oferecer alternativas.

Thomas Morus dirá que o decapitaram e depois o santificaram.

Tudo por obra do animal homem.

Até Marx foi enganado.

Porque acreditava no homem generoso e no homem solidário.

O resultado todos conhecem.

Então não haverá solução?

Claro que há.

Ela começa por você!

23 janeiro, 2009

ISRAEL COMETEU CRIMES DE GUERRA

A denúncia é de Richard Falk, relator especial da ONU sobre a situação de Direitos Humanos em Gaza.


Richard Falk é judeu e foi expulso de israel.


A entrevista de Falk aconteceu em Genebra:


"A evidência da violação da lei humanitária é tão clara que não tenho nenhuma dúvida da necessidade de uma investigação independente que demonstre que Israel cometeu crimes de guerra",


"Um bloqueio de 18 meses contra a Faixa, um bloqueio ilegal de alimentos, remédios e combustível que pode ter afetado a população de Gaza por toda uma vida."


Além disso, para o relator da ONU, que é judeu, os crimes de guerra se agravam pelo fato de israel não ter permitido à população civil deixar o território antes de bombardeá-lo.


"Não há relatos de uma população inteira ficar bloqueada em uma zona de guerra e sem a possibilidade de fugir e se transformar em refugiados", explicou.


Falk acrescentou que o crime é ainda mais grave, porque 70% da população de Gaza têm menos de 18 anos.

"Foi uma guerra contra crianças".

"Elas podem ficar afetadas para sempre, porque não somente sofreram por um ano e meio com o bloqueio, mas sofreram com os danos e o medo de uma guerra".

O relator da ONU descartou totalmente o argumento de Israel de que a ação iniciada no dia 27 de dezembro estava baseada na "autodefesa".

"Este argumento não tem base legal e, além disso, o uso absolutamente desproporcional da força descarta totalmente o argumento da autodefesa".

Falk disse que é necessária uma condenação explícita do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e defendeu o início de julgamento internacional.

Fontes médicas de Gaza atualizaram ontem o saldo de vítimas da guerra: 1.330 mortos (sendo 437 menores de 16 anos, 110 mulheres adultas e 123 idosos) e 5.450 feridos.


Pergunto: como se comportará o governo dos Estados Unidos diante de uma denúncia de tamanha gravidade?


Permitirá que os governantes de israel sejam condenados por crimes de guerra ou exercerá o seu poder de veto?

Vamos ver a que veio Barak Obama.

08 dezembro, 2008

Arte e guerra

Um exemplo a seguir

A informação repercutiu:

“A França devolveu a seus proprietários de direito, na quinta-feira, uma pintura do mestre francês Henri Matisse tomada pelos nazistas em 1941, depois de seu dono judeu ter fugido da perseguição anti-semita na Alemanha”.

(...) “De acordo com cifras do Ministério da Cultura francês, ao final da 2ª Guerra Mundial a França se viu de posse de 60 mil obras roubadas pelos nazistas. Até 1949, conseguiu devolver 45 mil delas a seus donos”.

Parabéns aos verdadeiros donos da pintura que conseguiram recuperar sua obra.

Está aí um ótimo exemplo que Bush e seus quadrilheiros poderiam seguir.

Devolver as mais de 45 mil obras mesopotâmicas, sumérias, assírias e outras mais que eles roubaram do Iraque.


http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

14 agosto, 2008

VERBETES DA MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

Ditador: É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a Constituição. Exemplo: Hugo Chávez.

Presidente: É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.

Incursão: Assim a mídia denomina a invasão de um país.

Tutela: É o sinônimo que a mídia dá a ocupação do Iraque pelos Estados Unidos da América.

Terrorista: Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.

Suicida: Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos carrascos estadunidenses nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo.

Ataque cirúrgico: Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1)Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio, Muammar Kadhafi, em 1986;
2)Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes.
3)Destruição de uma indústria farmacêutica no sudão em 1998.

Seqüestro: Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.

Captura: Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi capturta.

Incidente: Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.

Massacre: Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel ou Estados Unidos.

Assentamento: Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.

Conflito: Assim a mídia denomina a invasão e ocupação da Palestina por tropas de Israel.

FONTE: Georges Bourdoukan